Natal, Réveillon, o Quinto Melhor Vinho do Mundo e Duelo de Champagne Francês versus Espumante Brasileiro

“O vinho é uma das coisas mais civilizadas do mundo e uma das coisas mais naturais do mundo que alcançou a maior perfeição. Oferece uma gama maior para o prazer e apreciação do que possivelmente qualquer outra coisa puramente sensorial.” Ernest Hemingway

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Introdução

Amigos, hoje eu vou fazer um compilado breve da ceia de Natal e de Ano Novo mostrando como harmonizar bem vinhos com pratos dessa época. Ao fim do post teremos o tão aguardado duelo entre champagne francês versus espumante nacional. Antes que alguém critique minha escrita falando que champagne francês é um pleonasmo pois champagne só existe na região de champagne na França, quero afirmar que a língua portuguesa admite o pleonasmo enfático. Ou seja, como estamos no Brasil e é comum as pessoas chamarem de champagne todos os espumantes, esse pleonasmo servirá para destacar essa cabal verdade!

Natal

O Natal foi na casa dos queridos Jéssyka e Lucas, e como entrada tivemos um delicioso escondidinho de queijo serra da estrela (já comentamos sobre esse queijo no post anterior) com torradinhas, damasco e salaminho para acompanhar.

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Como harmonização caiu muito bem uma deliciosa witbier produzida por ninguém menos que a Casa Valduga. Delícia de cerveja! Cerveja Leopoldina Witbier.

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E o vinho para acompanhar esse prato português tivemos também um rosé português muito suave e agradável. Recomendo com empenho! Pinta Negra Rosé.

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Como pratos principais o cardápio foi: Peru Assado, Lombo de Porco Grelhado no mel e arroz à grega.

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Como harmonização tivemos os seguintes vinhos:

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Puerto Viejo Pinot Noir Reserva 2016

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Eu fiz questão de encaixar um brasileiro também. Aurora Pinto Bandeira Pinot Noir 2016.

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Mais um Pinot Noir: Junta Pinot Noir Reserve 2016.

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Como explicamos no post anterior o Pinot Noir é perfeito para harmonizar com aves pois elas são carnes magras e eles são vinhos de baixíssima tanicidade. Infelizmente o Brasil ainda não está se mostrando promissor com essa uva de difícil cultivo. O brasileiro é claramente inferior aos nossos amigos chilenos apesar de ter o mesmo preço. Mas valeu pelo conhecimento pois precisamos dar espaço para os vinhos do Brasil também! Alto Tierruca Gran Reserva Carménère 2013.

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Outras duas uvas que combinam bem com comidas natalinas são a Carménère e a Merlot, pois são bem parecidas (chegando a enganar especialistas num teste cego) e possuem tanicidade média a baixa. Esse Carménère quase que dispensa apresentações por ser um Gran Reserva. Mas também quero deixar dois exemplos de bom custo benefício de vinhos brasileiros. Como todos sabem desde o post do blog, a uva que se destaca no Brasil é a Merlot.

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Miolo Reserva 2015 Merlot

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Salton Intenso Merlot 2013

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Se você é uma pessoa que busca vinhos bons e baratos brasileiros podem tentar essas duas opções. Principalmente o Salton que eu o comprei por R$35 e agradou bem meu paladar para um vinho desse valor.

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Como sobremesa tivemos a famosa torta americana Red Velvet. O Red Velvet Cake ficou bastante conhecido durante a Segunda Guerra Mundial. Com o racionamento de alimento, eles passaram a fazer o bolo com beterrabas, que além de ser muito comum nos Estados Unidos, é rica em ferro e açúcares, e claro, dá o tom natural avermelhado. Depois da Guerra, com o sucesso do bolo, começaram a substituir a beterraba por corante alimentício. Como harmonização tivemos nada mais nada menos do que o icewine do post anterior (Creif Estate Winery 2015 Vidal Icewine) e um chileno de colheita tardia. Toro de Piedra Late Harvest Gran Reserva Sauvignon Blanc Semillon.

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Réveillon

Nosso réveillon foi na casa dos amados Nelson e Ana e tivemos maravilhosos vinhos e comida. Primeiro degustamos um ótimo Bourbon: Woodford Reserve Labrot and Graham.

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Nosso primeiro prato foi o bacalhau à moda nona do post anterior que tivemos o prazer de degustá-lo junto com um bom vinho verde. Tapada dos Marques Loureiro Vinho Verde.

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Muitas pessoas me perguntam sobre o que é vinho verde. A maioria delas, inclusive eu no passado, pensa que o nome se dá pela coloração esverdeada do vinho. Nada mais inverídico! Vinho verde é todo vinho produzido na região dos vinhos verdes de Portugal, inclusive os tintos recebem essa denominação! E essa uva Loureiro produz vinhos cítricos muito agradáveis.

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Após o Bacalhau nós tivemos duas carnes maravilhosas feitas pelo Vitor. Uma delas foi um filet mignon na churrasqueira temperado com mostarda dijon e salsa chimi-churri e a segunda foi uma alcatra recheada com queijos. Para acompanhar esses pratos eu escolhi dois dos melhores vinhos que o Brasil produz: o Salton Desejo e o Salton Talento. Embora já tivemos aqui no blog um post falando sobre eles, basta dizer que o Salton Desejo é famoso até mesmo na França. O único problema de degustar esses vinhos é o valor deles. Cada um não sai por menos de R$120. Ainda bem que encontrei-os na promoção pela metade do preço!

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Já o Salton Talento foi alvo de vários prêmios inclusive no quesito teste cego. Esse é um vinho brasileiro no estilo bordeaux que não deixa a desejar para nenhum outro! Um orgulho grande poder ver que existem vinhos brasileiros (apesar do alto preço) serem tão bons quanto quaisquer outros: franceses, chilenos, etc. Eu desafio qualquer um que tem preconceito com os vinhos brasileiros a degustarem esses dois grandes vinhos e não mudarem de idéia!

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Desafio qualquer um que duvida que existem bons vinhos no Brasil a não mudar de idéia ao experimentar esses dois colossos! Eles são pioneiros do tipo Gran Reserva no Brasil. Abaixo eu gostaria de deixar o link para uma entrevista com o enólogo responsável pela produção deles. É bem bacana.

https://www.youtube.com/watch?v=bK6F81KfRO0&t=2449s

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Tivemos também um espumante Francês que eu simplesmente adorei: JP. Chenet Ice Rosé. Excelente drinkability.

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O quinto melhor vinho do mundo

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Recentemente nós tivemos um julgamento bastante incomum no mundo dos vinhos. A Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores (WAWWJ) elegeu o espumante brasileiro Casa Perini Moscatel, da vinícola Perini, como o quinto melhor vinho do mundo. É lógico que choveram críticas e reviews no mundo todo comentando esse resultado para um vinho de R$ 43,50. É também patente que não existe algo como o melhor vinho do mundo como sempre comentamos aqui no blog. O que existe são paladares e técnicas de produção apurados. Decidimos então comentarmos sobre este vinho. Espumante Moscatel Casa Perini.

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Eu particularmente já vi vários estudos comprovando que é o Brasil o produtor dos melhores moscatéis do mundo, logo eu não consegui ter um paladar suficiente para comprovar que esse é um vinho muito melhor do que todos os outros moscatéis fabricados no Brasil, inclusive os do Vale do São Francisco como já comentamos anteriormente. A minha opinião é a mesma desde nosso último review: de um modo geral os nossos moscatéis são estupendos seja qual for a vinícola produtora. E sim, com certeza esse é um vinho maravilhoso. Muito gostoso de beber e bem equilibrado no açúcar.

Duelo de Champagne Francês versus Espumante Brasileiro

Amigos, preciso confessar que esse é, para mim, um dos posts mais aguardados do blog, pois sempre falamos aqui sobre a alta qualidade dos espumantes brasileiros, mas como se dá o desempenho destes diante dos favoritos do mundo: os champagnes? Para responder a essa pergunta iremos comparar branco com branco e amarelo com amarelo. Do lado Francês iremos escolher dois grandes ícones que simbolizam bem o mundo dos champagnes: o Moët & Chandon e o Veuve Clicquot. Caso haja necessidade de saber mais sobre o assunto de espumantes/ champagnes aqui temos o link para o post sobre eles.

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Hoje a Maison Moët Chandon também é responsável pelo champagne Dom Perignon, que seria uma linha premium da casa. Mas o que importa é que ela é a grande embaixadora do conhecimento do Dom Perignon reputado por ser o criador do champagne conforme falamos no post anterior. Hoje uma garrafa dessas é vendida no Brasil pelo preço proibitivo de cerca de R$300. Por sorte consegui encontrar uma meia garrafa!

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Embora existam na França dezenas de grandes produtores de champagne, o Moët Chandon e o Veuve Clicquot são os que mais se destacam por serem melhores na questão do marketing. O que não significa dizer que não existam outros champagnes muito bons como o Perrier-Jouet e o Laurent Perrier por exemplo. Hoje no Brasil uma garrafa de Veuve-Clicquot não sai por menos de R$400. Eu destaquei aqui esse vinho por possuir uma história no mínimo curiosa. O produtor dessa casa François Clicquot morre prematuramente deixando uma viúva jovem de 27 anos e um filho sem qualquer amparo. Essa viúva (Veuve em francês) Madame Barbe-Nicole Clicquot consegue miraculosamente (against all odds) erguer uma empresa considerada um gigante no mundo dos vinhos. E vai se tornar famosíssima no mundo todo durante a segunda guerra mundial pois passa a se tornar a bebida favorita tanto dos aliados quanto do eixo. É dito que o próprio Hitler presenteava seus generais com garrafas desse champagne. Durante batalhas muitíssimo cruentas como a de Stalingrado, os oficiais do alto escalão nazista consumiam essa bebida. A história dessa grande dama pode ser vista aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=W974kUXxVUI

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Do lado brasileiro temos o Chandon. Um vinho feito pela mesma casa produtora do Moët & Chandon usando as mesmas técnicas e uvas porém com terroir brasileiro. Hoje uma garrafa de Chandon pode ser comprada com um preço médio de R$60-70. Ou seja, estamos diante de um vinho que custa em média 4-5x menos! A pergunta que não quer calar é: vale a pena gastar cerca de 4 a 5 vezes mais de dinheiro de forma a obtermos um verdadeiro exemplar de champagne?

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A resposta é não! Embora consigamos perceber uma complexidade aromática superior no champagne em relação ao Chandon, a diferença entre eles não vale esse preço. É a diferença entre o Don Melchor e o Marquês de Casa Concha. Um é claramente superior ao outro porém numa proporção de 20 a 30% melhor. Percebi que o Chandon é muito bem feito e compensa quando pensamos em custo benefício! Inclusive depois de algumas taças a diferença começa a ficar imperceptível. Entre o Veuve Clicquot e o Moët Chandon eu achei que é uma questão de preferência. O Veuve é mais aromático que o Moët mas achei que no conjunto total o Moët se destacou melhor para o meu paladar! Quando consumimos champagne nós percebemos alguns aromas que não aparecem muito bem nos espumantes brasileiros como aromas de nozes, amêndoas, queijos,etc.

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Conclusão

Amigos, esse post apenas é a confirmação do que sempre falamos aqui no blog que um vinho não precisa ser muito caro para ser muito bom. Valorize os espumantes nacionais sabendo que estão num padrão de qualidade excepcionais. Minha recomendação porém é que provar um champagne original é algo para se fazer pelo menos uma vez na vida!

Conheça todos os posts do blog através desse link

Resumo dos posts divididos por seções

 “Dinheiro não compra felicidade, mas compra vinho, que é quase a mesma coisa!” (Anônimo)

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Introdução

Olá amigos, já tivemos vários posts desde o início do nosso blog e esse post tem o objetivo de ser um resumo sucinto e objetivo de cada um deles de forma que, se você perdeu algum conteúdo e/ou deseja revisitá-lo, ele possa ajudá-lo.

Tópicos para Iniciantes

1- Desbravando o mundo do vinho (link para o post)

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O primeiro post do nosso blog foi uma visão geral sobre o que é o mundo dos vinhos e como um leigo pode começar a desbravar essa aventura. Há dicas de nomenclaturas, taças, adegas, etc. Nesse post temos uma dica de como escolher o primeiro vinho e harmonização.

2- Como degustar um vinho (link para o post)

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O segundo post é sobre como um vinho deve ser degustado e sobre as três fases da degustação: o olhar, o nariz e a boca do vinho.

5- História e tipos de copos ou “taças” de vinho (link para o post)

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O quinto post é um estudo sobre a história das taças de vinho e os tipos de taças específicas para cada tipo de vinho.

10- Como um vinho é feito? (link para o post)

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No décimo post do nosso blog há uma explicação completa sobre como um vinho é feito desde o plantio até a garrafa. Termos como terroir, assemblage, reservado, reserva, gran reserva, etc são explanados nesse post.

37- Evento enogastronomico e minicurso de vinhos (link para o post)

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Evento contendo um curso com uma degustação completa desde o hors d’oeuvre até a dessert. Um dos posts mais completos do blog. Vale a pena conferir!!

40- Evento de comemoração Le Grand Chef (link para o post)

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Evento comemorativo de 1 ano de blog. Participação de chefs famosos com ex-participantes do masterchef.

43-Harmonizando vinhos com feijoada (link para o post)

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Esse é um post único sobre como harmonizar feijoada com vinhos e/ou espumantes. Temos também um review de 3 grandes vinhos.

45-Harmonizando Bobó de Camarão e Moqueca com Vinhos (link para o post)

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Esse é um post único sobre como harmonizar bobó de camarão e moqueca com vinhos. Falamos sobre um grande chardonnay brasileiro, um grande sauvignon blanc neozeolandês, um viognier e vários rosés.

50-Tucupi e harmonização de comida paraense com vinhos (link para o post)

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Breve resumo da culinária paraense explicando como o tucupi é feito e sobre como harmonizar vinhos com essa culinária tão rica!

54-Vinícola Góes em São Roque, Quinta do Olivardo e o maravilhoso Philosofia (link para o post)

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Primeira visita a uma vinícola do blog com review de quase todos os vinhos famosos da Góes / Casa Venturini. Review do clássico philosofia junto com o magnífico restaurante português Quinta do Olivardo. Alheira, leitão à bairrada e pastelzinho de Belém.

64- Le nez du vin, bardega e mix de clássicos (link para o post)

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Post sobre como aprender sobre vinhos com dicas de livros, curso de aromas (le nez du vin) e sobre onde degustar clássicos. Falamos sobre o supertoscano (bolgheri – o quarto B da Itália), o top da Catena Zapata, Châteauneuf du Pape, vinhos do país basco, pêra manca, chablis, vinho laranja e dois grandes clássicos de bordeaux: um do pomerol e um do médoc.

Tópicos específicos por país/uvas/harmonizações

Quem acompanha o blog desde o começo sabe que ele está todo escrito na perspectiva país/uvas/harmonizações. Falamos sobre como obter o máximo de cada país usando um vinho como exemplo e um prato para harmonização.

Chile/Cabernet-Sauvignon

3- Degustando uma lenda: Casillero del Diablo (Cabernet Sauvignon) (link para o post)

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Primeira degustação do nosso blog! Escolhemos o vinho Casillero del Diablo Cabernet-Sauvignon como escolha para nossa entrada no mundo dos vinhos. A escolha da harmonização foi com Filet Mignon ao Molho Madeira. No post há um passo a passo completo sobre como uma degustação deve ser feita e a história da lenda do casillero del diabo.

25- Don Melchor, o melhor vinho chileno e a churrascaria Vento Haragano (link para o post)

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Degustação do melhor Cabernet-Sauvignon do Chile e, possivelmente, do mundo: Don Melchor numa churrascaria top de São Paulo: Vento Haragano.

Argentina/Malbec

4- Malbec, Churrasco, Shangri-la e afins (link para o post)

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No nosso quarto post explicamos porque a Malbec da Argentina é a uva mais perfeita para ser usada num churrasco, falamos sobre a história da Malbec e dos vinhos da Argentina e degustamos três vinhos:

1-Ampakama malbec 2015

2-Fuego Negro malbec 2015

3-Nieto Senetiner malbec 2013

13- Hambúrguer Gourmet: harmonização com cervejas e vinhos (link para o post)

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Nesse post mostramos vários exemplos de como combinar o hambúrguer gourmet com cervejas e vinhos específicos e, principalmente, com a uva malbec da Argentina. Há também a história do hambúrguer.

48-Duelo de Malbec Francês-Argentino, Fuller’s Vintage Ale e Receita de Hambúrguer Artesanal (link para o post)

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Receita de hambúrguer artesanal, duelo entre um malbec francês e um argentino e uma cerveja lendária.

60-Degustando vinhos em Buenos Aires e em Montevideo junto com o lendário bife de chorizo angus (link para o post)

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Post sobre Buenos Aires e Montevideo falando sobre como harmonizar o famoso bife de chorizo com o malbec da Argentina e o Tannat do Uruguai.

Estados Unidos/Zinfandel/White Zinfandel

6- Zinfandel, Primitivo e Costelinha do Outback (link para o post)

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No sexto post falamos sobre os vinhos dos Estados Unidos e a história da viticultura do país citando nomes como Robert Mondavi e o Julgamento de Paris. Mostramos como preparar uma costelinha do estilo Outback e como harmonizá-la com a uva mais famosa do país: a Zinfandel.

12- White Zinfandel, Vinho Rosé e Salmão ao Molho de Alcaparras (link para o post)

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No décimo segundo post o assunto é o vinho mais consumido dos Estados Unidos: White Zinfandel. Preparamos também uma receita de salmão ao molho de alcaparras como harmonização.

Uruguai/Tannat

7- Tannat, Uruguai e Parrilla (link para o post)

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O sétimo post foi sobre o Uruguai e sobre a produção do melhor tannat do mundo. Degustamos um dos vinhos dessa uva eleito como um dos melhores do mundo: Rio de Los Pájaros Tannat 2013. A harmonização foi com Parrilla.

Chile/Chardonnay

8- Chardonnay, Camarão na Moranga e Cepas brancas (link para o post)

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No oitavo post falamos sobre a uva branca mais famosa do mundo: a Chardonnay. Ensinamos também como fazer uma receita nordestina deliciosa de camarão na moranga.

33- Harmonizando frango assado com vinhos brancos e rosés (link para o post)

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Nesse post mostramos como harmonizar frango na brasa com vinhos brancos ou rosés. Há vinhos do chile (chardonnay), rosés franceses, argentinos, áfrica do sul, etc.

Chile/Carmenère

9- Carmenère, Frango Assado e Estrela Chilena (link para o post)

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O nono post foi sobre a uva que é estrela no Chile: a Carmenère. Ensinamos também como harmonizá-la com um frango de padaria.

Brasil/Bento Gonçalves

11- Merlot, Bento Gonçalves e Pizza Gourmet (link para o post)

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Nosso primeiro post sobre os vinhos brasileiros e nossa excelente merlot. Tivemos uma degustação do famoso Salton Desejo Merlot 2008 junto com uma explicação sobre os vinhos Merlot e ensinamos como fazer uma pizza gourmet.

49-O pão líquido, hidromel e receita de pizza com harmonização (link para o post)

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Aperfeiçoamento da primeira receita de pizza, o pão líquido, hidromel, beaujolais villages e o valpolicella.

Champagnes/Espumantes

14- Champagne, Lagostim, Agulhinha Frita com Prosecco e Espumantes Nacionais (link para o post)

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No décimo quarto post falamos tudo sobre champagnes, espumantes, proseccos, etc. Tem história, processo de fabricação e harmonização com cauda de lagostim e filet de agulhinha frita.

17- Peru de Natal, Ceia com Pinot Noir e Espumantes Nacionais (link para o post)

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Nesse post demos exemplos de vários espumantes do nordeste de bom custo benefício para usarmos na nossa ceia natalina. Há também um delicioso Pinot Noir Chileno: Ventisquero.

18- Spritzer, Peru, Pernil e Salmão com Espumantes Nacionais e a lendária cachaça: Anísio Santiago (link para o post)

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Esse post foi sobre como fazer uma ceia natalina ou de réveillon com bons espumantes nacionais da região de Bento Gonçalves como o Salton. Ensinamos também como fazer uma bebida com vinho interessante para o verão: Spritzer. Falamos sobre as Aguardentes vínicas e a lendária cachaça Anísio Santiago.

47-Natal, Réveillon, o Quinto Melhor Vinho do Mundo e Duelo de Champagne Francês versus Espumante Brasileiro (link para o post)

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Mais um post sobre ceia de Natal e Ano Novo com dicas de harmonizações. Falamos sobre dois dos melhores vinhos Brasileiros: o Salton Talento e o Salton Desejo e também sobre o quinto melhor vinho do mundo: espumante moscatel Casa Perini. Ao fim do Post temos o aguardado duelo entre champagne francês e espumante brasileiro.

66-Paella com lagosta e vieira e duelo de Dom Pérignon versus Moët & Chandon (link para o post)

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Amigos, esse post é a continuação do post de número 47. Nele vamos descobrir se há uma diferença grande entre um vinho de R$300 ou um vinho de R$1500. Há também a história do champagne e do Dom Pérignon.

Itália/Pinot Grigio

15- Lagosta, Caviar e Churrasco com Pinot Grigio e Marquês de Casa Concha (link para o post)

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Esse post foi sobre como ir a um restaurante que serve frutos do mar e churrasco ao mesmo tempo. Harmonizamos lagosta, caviar e outros frutos do mar com um italiano da bodega Sachetto com a uva Pinot Grigio e o churrasco com o maravilhoso chileno Marquês de Casa Concha Cabernet-Sauvignon.

Nova Zelândia/Sauvignon Blanc

16- Ostra Crua, Guaiamum com Polvo e Sinfonia Marítima com Sauvignon-Blanc Neo-Zeolandês (link para o post)

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Nesse post falamos sobre os melhores vinhos produzido com a uva Sauvignon-Blanc do mundo: os da Nova Zelândia. Harmonizamos um produzido por Peter Yealands com uma sinfonia marítima, ostras e guaiamum.

França/Borgonha/Pinot Noir

19- Foie Gras, Escargot, Coq au Vin e Pinot Noir da Borgonha (link para o post)

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Esse foi o primeiro post que começamos a falar sobre os vinhos e culinária da França. Degustamos um bom Pinot Noir da Borgonha com um Foie Gras, Coq au Vin e Escargots.

França/Languedoc-Roussillon/Pinot Noir

58-Espetinho do Tião com vinhos, languedoc-Roussillon e degustação de cervejas belgas (link para o post)

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Post dedicado à harmonização de espetinhos com vinhos, Languedoc-Roussillon e degustação de cervejas belgas.

34- Coq au vin, queijos e vinhos franceses, chartreuse e degustações de pinot noir (link para o post)

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Nesse post temos um passo a passo completo da receita de um coq au vin, harmonização com queijos franceses, degustações múltiplas de Pinot Noir da Argentina, Chile, EUA e Borgonha (França). Temos também licores franceses e a famosa Tarte Tatin com sua história.

Israel/França

44- Vinhos de Israel, culinária francesa e receita de steak tartare (link para o post)

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Continuação do post sobre a culinária francesa, falando sobre o magret de canard, o cassoulet, o steak tartare, o Foie Gras em Escalope e três clássicas sobremesas francesas: o crème brûlée, a tarte de mille feuille e a torta opera. Ao fim do post temos também uma receita de steak tartare.

Brasil/Vale do São Francisco/Bulgária

20- Vale do São Francisco, Bulgária, Alentejo e o Melhor Uísque do Mundo (link para o post)

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Esse post é uma compilação da degustação de vários vinhos e do melhor uísque do mundo: o Macallan. Há uma breve história sobre vinhos no sertão nordestino e sobre os vinhos da Bulgária.

França/Hermitage/Syraz

21- Boeuf Bourguignon, a melhor cerveja do mundo e a lenda do vinho Hermitage (link para o post)

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No nosso segundo post com o intuito de desbravarmos a França falamos sobre os melhores Syraz do mundo (Crozes-Hermitage), a melhor cerveja do mundo (Westvleteren 12) e ensinamos como fazer um Boeuf-Bourguignon.

Portugal/Douro/Alentejo/Porto

22- Paleta de cordeiro com batatas aos murros, vinhos do douro e pinot noir californiano com queijo Serra da Estrela (link para o post)

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Primeiro post do nosso blog a adentrarmos no mundo Português. Excelentes vinhos do Douro e do Porto. Exemplar máximo de referência para queijos portugueses.

24- Pato alentejano assado com batatas aos murros, arroz de pato e bacalhau à moda nona com vinhos portugueses e a Cannonau di Sardegna (link para o post)

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Segundo post sobre Portugal e seus vinhos. Esse post completa o post 22. Tudo o que você precisa saber sobre Portugal, seus vinhos e sua culinária encontram-se nesses dois posts.

Espanha/Albariño/Vale do São Francisco/Portugal

23- Paella de Frutos do Mar com Albariño, Sauvignon Blanc Gran Reserva, Castello D’Alba Vinhas Velhas e Paralelo 8 (link para o post)

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Post maravilhoso e recheado de degustações lendárias como o Castello D’Alba Vinhas Velhas do Douro e o Paralelo 8 do Vale do São Francisco. Ensinamos também como fazer uma paella de frutos do mar e harmonizá-la com a maravilhosa uva Albariño.

Alemanha/Argentina/Espanha/Paella

39-Paellas Pepe, Gewürztraminer Alemão, Torrontés Argentino, Cava Espanhola e show de Flamenco (link para o post)

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Mais um post sobre Paella, dessa vez fazendo o review do restaurante célebre Paellas Pepe junto com a degustação de uma cava Espanhola, um Gewürztraminer Alemão e um Torrontés Argentino.

Brasil/Minas Gerais

26- Culinária Mineira com a melhor cachaça do mundo e com uma boa cerveja e vinho mineiros (link para o post)

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Post totalmente dedicado à culinária, vinhos e cervejas de Minas Gerais. Há a degustação da melhor cachaça do mundo (Vale Verde 12 anos) e a visita à melhor cervejaria do Brasil: a Wäls.

Chile/França

27- Coquilles-saint-jacques, estrela francesa e um bom vinho chileno (link para o post)

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Post sobre um ícone da culinária Francesa: o Coquilles-saint-jacques harmonizado com um Chardonnay Chileno.

Líbano/África do Sul/Comida Árabe

28- Vinhos do Líbano, Comida árabe e o pinotage da África do Sul (link para o post)

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Post dedicado inteiramente à culinária árabe com vinhos do Líbano Brancos e Tintos e o famoso Pinotage da África do Sul. Inclui também degustações de vinhos do mediterrâneo e outras bebidas.

Cervejas Champenoises

29- Camarão à Húngara, cerveja Deus e a champenoise brasileira Wäls (link para o post)

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Degustamos a lendária cerveja Deus junto com uma champenoise brasileira: a Wäls. Aprenda também como fazer um Camarão à Húngara.

Alemanha/Alsácia/Riesling

30- Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia) (link para o post)

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Esse post foi sobre a culinária Alemã junto com a uva mais famosa da Alemanha e eleita como a melhor branca do mundo: a Riesling.

51- Pisco, Riesling Alemão, Leitão à Pururuca com feijão tropeiro e harmonização com vinhos (link para o post)

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Pisco, receita de Leitão à pururuca e pernil de porco. Harmonização com Riesling Alemão e Carmenère Chileno. Receita de pão com azeitonas.

Austrália/Chile/Shiraz/EUA/Pinot Noir/África do Sul/Cabernet Sauvignon 

32-Fettuccine verde ao molho pomodoro, frango na cerveja e duelo de shiraz australiano com chileno (link para o post)

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Post sobre o duelo entre um shiraz australiano e um chileno. Características gerais da shiraz, pinot noir americano e um cabernet sauvignon da áfrica do sul.

Chile/ França/Bordeaux

35-Teste cego de Bordeaux Chileno Versus Grand Vin de Bordeaux (link para o post)

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Post sobre o duelo entre um bordeaux chileno e um francês. Características gerais de um teste cego com história e resultado do embate com um Gigot D’agneau.

Espanha/Tempranillo/Argentina/Malbec/Portugal/Douro

36-Tempranillo Espanhol, Malbec Argentino, Churrasco e afins (link para o post)

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Post com ênfase na uva tinta espanhola mais famosa: a tempranillo. Também possui vários assuntos como alguns vinhos malbec da Argentina harmonizando com churrasco, um do douro, alguns uísques e várias opções de vinhos na faixa de R$ 30.

Itália/Barbera/Primeiro B da Itália

38-Primeiro B da Itália e a Mezzaluna à Mama di Lucca (link para o post)

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Primeiro post da série os 5 Bs da Itália. Falamos sobre a uva Barbera e como harmonizá-la no restaurante que é um ponto turístico do São Paulo: a Famiglia Mancini. Prato: Mezzaluna à Mama di Lucca.

Itália/Barolo/Segundo B da Itália

41-Segundo B da Itália, Prosecco, Barolo, Bordeaux, Icewine e Evento Italiano (link para o post)

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Segundo post da série os 5 Bs da Itália. Nele abordaremos o Barolo, o Prosecco, o Icewine, alguns Grand Vin de Bordeaux, vinhos espanhóis, chilenos e portugueses. Temos também uma comparação de tanicidade entre o Barolo e o Pinot Noir.

Itália/Brunello di Montalcino/Terceiro B da Itália

52-Terceiro B da Itália, Brunello di Montalcino e a Casa do Porco (link para o post)

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Post sobre o Brunello di Montalcino e sobre a Casa do Porco do chef Jefferson Rueda

55-Rosso di Montalcino, o pequeno brunello, vinho da sicília, foie gras e o maravilhoso presunto serrano pata negra (link para o post)

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Post continuação do brunello dessa vez falando sobre sua versão mais simples: o Rosso di Montalcino. Temos também grandes vinhos chilenos, um vinho siciliano estupendo, foie gras e o estupendo presunto serrano pata negra!

Itália/Primitivo

42-Primitivo di Manduria, o melhor vinho do mundo e um delicioso polpettone com mix de cervejas (link para o post)

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Post sobre meu vinho tinto preferido (primitivo di mandúria) e sua perfeita harmonização com o polpettone e linguine fresco. Falamos também sobre o lámen, a cervejaria nacional e uma boa opção de vinho brasileiro barato.

Itália/Primitivo/Negroamaro/Nero di Troia

61-Puglia, Orecchiette ao sugo, a Ilíada e o lendário Nero di Troia (link para o post)

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Post com temática da região da puglia, com primitivo, negroamaro e a lendária nero di troia. Temos também a orecchiette ao sugo e a bracciola.

Grécia/Agiogirtiko

46-Lambrusco, Vinho Grego e Gigot D’Agneau com Batatas Rústicas ao Aiöli (link para o post)

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Post sobre os vinhos da Grécia com uma breve explicação sobre a história do vinho. Falamos também sobre o lambrusco e temos também uma receita de Gigot D’Agneau na churrasqueira junto com batatas rústicas ao Aiöli.

Áustria/Grüner-Veltliner/Hungria/Córsega/Brunello di Montalcino

53-Áustria, Hungria, Brunello di Montalcino com Pinot Noir da Córsega e Risoto de Manga com Camarão e Paillard de Mignon (link para o post)

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Post sobre os vinhos da Áustria, Hungria, Córsega e o famoso brunello di montalcino. Palmito pupunha na brasa com pesto, risoto de camarão com manga e paillard de mignon com limão.

Ucrânia/Rússia

56-Culinária Russa (Draniki, Pelmeni, Borscht e Torta Napoleão) com vinho da Ucrânia e outras harmonizações (link para o post)

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Post sobre a culinária russa e harmonizações. Temos Draniki, Pelmeni, Borscht e Torta Napoleão. Temos também um grande vinho da Ucrânia.

Croácia/Argentina

57-Croácia, Rede de Pescador e o lendário Catena Zapata (link para o post)

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Post sobre a croácia e seus grandes vinhos. Falaremos também sobre o restaurante coco bambu e seu famoso prato rede de pescador e finalizaremos com chave de ouro falando sobre a o melhor malbec do mundo e a churrascaria Fogo de Chão.

Inglaterra

59-Fish and Chips, Chardonnay Americano e Duelo de Espumantes (link para o post)

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Post especial sobre a culinária inglesa e seu prato mais famoso: o fish and chips incluindo um review de um lugar que produz esse prato em São Paulo e uma receita completa do Gordon Ramsay. Temos um duelo de espumantes e um review sobre a taça gota. Finalmente temos um review de um chardonnay americano.

Japão

62-Saquê, culinária japonesa e harmonização com espumantes (link para o post)

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Post sobre a culinária japonesa com o sake e seus variados tipos. Temos também a harmonização com espumantes.

Geórgia/França

63-Geórgia, l’entrecôte, sauternes e receita de brioche (link para o post)

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Post sobre o país berço da cultura vinícola. Breve histórico da cultura do vinho, análise dos dois bistrôs: L’entrecôte d’Olivier e L’entrecôte de Paris e, finalmente, uma receita de brioche.

Romênia

65-Romênia, a História do Drácula e do Apocalipse Zumbi, Calvados e degustação misteriosa com Angus (link para o post)

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Amigos, esse post é sobre a Romênia e sobre a história do Drácula e do apocalipse zumbi. Temos a análise de duas grandes churrascarias de São Paulo: a Barbacoa e a NB steak, falamos sobre o calvados, o alma negra mistério e o Casa Valduga Villa-Lobos.

Don Melchor, o melhor vinho chileno e a churrascaria Vento Haragano

“Nunca fiz amigos bebendo leite, por isso bebo vinho.” Silas Sequetin

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Introdução

Amigos, hoje o post será o cumprimento de uma promessa que eu fiz num post anterior sobre poder degustar o melhor vinho do Chile e, sem perda de generalidade, o melhor Cabernet-Sauvignon do mundo. Já falei várias vezes que essa denominação de o melhor do mundo é relativa mas, em questão de Qualidade, o Don Melchor é praticamente imbatível. Quero agradecer ao meu pai por ter feito a gentileza de ter trazido esse vinho lá da Concha Y Toro para mim e ao meu amigo Rafael Campos por ter trazido de Cuba um presente muito especial para mim: um charuto cubano Cohiba.

Vinhos de escolha: Don Melchor 2013 e Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon

O Don Melchor é um vinho muito difícil de ser consumido aqui no Brasil devido ao seu alto preço. No post do Spettus Boa Viagem eu falei que, no restaurante, ele estava sendo vendido por R$800. Pela Internet é possível encontrá-lo por cerca de R$600. Já na Concha Y Toro ele custa R$300. Ou seja, se você tiver vontade de degustá-lo, não o compre no Brasil. Meu pai me deu esse presente maravilhoso.

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Abaixo temos uma lista de premiações que ele recebeu:

  • Don Melchor 2008: 94 pontos. Wine Spectator Octubre 2012.
  • Wine Spectator: 94 pontos (2011).
  • Robert Parker 95 pontos (2010).
  • Wine Spectator: 95 pontos (2010)
  • Top 10 vinhos de 2014 = Nono Lugar!
Don-Melchor
Fonte:http://www.conchaytoro.com

No aplicativo do vivino ele recebe a oitava colocação como o melhor vinho do mundo. Don Melchor é a expressão máxima da uva Cabernet Sauvignon no Chile! Estamos diante de uma lenda viva. Abaixo eu vou deixar uma entrevista muito bacana no youtube com o enólogo responsável por este vinho tão maravilhoso. Nela pode-se ver a plantação das uvas e o Enrique Tirado explica como é possível termos um vinho dessa qualidade. Vale a pena conferir:

https://www.youtube.com/watch?v=4jqmODTcXks

Para degustarmos um vinho dessa qualidade precisamos também de um lugar à altura: churrascaria Vento Haragano. Eleita como uma das melhores de São Paulo e do Brasil.

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Outro ponto que eu considero o mais importante é saber se realmente há uma diferença concreta e real entre um vinho considerado premium e um top como esse. Por isso vamos comparar o Don Melchor com o vinho o qual eu o considero o melhor custo benefício no Brasil: o Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon. Já degustamos esse vinho no post da lagosta e caviar.

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Tomemos então nossos vinhos e partamos para o restaurante.

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Chegada ao restaurante e harmonizações

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O Vento Haragano fica localizado na avenida Rebouças. É muito legal ir ao estabelecimento pois o clima é realmente do Rio Grande do Sul: pessoas bonitas e todos os atendentes, garçons, recepcionistas e gerentes vestidos a caráter (com a pilcha gaúcha). Parece que estamos indo para um fandango de alto nível!

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A recepção e o atendimento do restaurante é bem acima da média. Os dois sommeliers da noite Alcyr e Tiago muito profissionais e competentes nos deram muitas dicas de valor que agregou bastante.

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Primeiro o Don Melchor:

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Depois o Marquês de Casa Concha (após tomar água):

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Uma comparação entre os dois juntos: o da direita é o Don Melchor

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A diferença entre eles é clara e perceptível. Não chega a ser um absurdo mas percebe-se realmente a superioridade de um para com o outro. Enquanto no Marquês de Casa Concha há a presença clara de frutas negras e vermelhas como amoras, cerejas e ameixas, no Don Melchor esses aromas se acentuam parecendo uma compota de frutas. É fantástico poder ver essa diferença tão clara. A acidez presente no Marquês de Casa Concha se suaviza no Don Melchor. Ela perde um pouco a “aspereza”. Outro ponto fantástico é que eu pude entender na prática o que significa taninos redondos. No Don Melchor os taninos são muito suaves e o vinho desce como uma pomada (como dizem os portugueses), já no Marquês de Casa Concha percebe-se que eles ainda encontram-se rústicos e eles “agridem” mais a boca. Maravilhosa Experiência.

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Todas as carnes da casa são fantásticas, mas a costela premium é a mais gostosa que eu já comi na vida.

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A fraldinha (vazio) deles também é espetacular:

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A paleta de cordeiro:

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O assado de tira

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A alcatra

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Carré de Cordeiro

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Tambaqui

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Picanha perfeita

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Paralelamente a isso o Alcyr me convidou para conhecer a adega da casa e me mostrou rótulos realmente lendários custando mais de R$15 mil reais (Romanée Conti, Petrus, etc).

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Esse custa mais de R$10 mil:

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Aqui é o lendário Vega Sicília Espanhol, custando pouco mais de R$16 mil

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O lendário Château Mouton-Rothschild custando R$17 mil

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Mas talvez a maior preciosidade da casa seja esse aqui trazido pelo Papa ao Brasil. Um dos vinhos mais raros do mundo.

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Para terminar o jantar vamos repetir a dose do Spettus Boa Viagem: Baileys Frappe

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Charuto Cohiba com Cognac Francês

Amigos, a noite foi maravilhosa, porém ainda não tinha terminado ali. Ao chegar em casa vou experimentar o melhor charuto do mundo que meu amigo Rafael Campos trouxe como um presente de sua última viagem a Cuba. E nada mais perfeito para harmonizar do que um legítimo Cognac francês.

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Conclusão

O Vento Haragano é um excelente restaurante que possui as melhores carnes que eu já comi na vida. O atendimento também é sensacional, recomendo com empenho. Possuo apenas três críticas: o preço é muito acima da média, o buffet não é muito variado e ele não possui carnes nobres como faisão ou avestruz. Tirando esses três pontos o restaurante merece nota 10, vale a pena conhecer. Sobre o vinho Don Melchor foi uma experiência maravilhosa porém não a repetiria pois a diferença entre ele e o Marquês de Casa Concha não chega a ser suficiente para pagar 7 ou 8 vezes mais nele. Recomendo porém tomar uma única vez na vida para conhecer essa lenda.

Conheça todos os posts do blog através desse link

 

Lagosta, Caviar e Churrasco com Pinot Grigio e Marquês de Casa Concha

“A cerveja é obra do homem; o vinho, de Deus.”  Martinho Lutero

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Introdução

Amigos, hoje o post será um pouco diferente, pois irei dar um exemplo de como escolher um bom vinho e levar para um restaurante do seu gosto pessoal. Estamos em Recife e preciso deixar aqui minha sugestão sobre a melhor churrascaria e, com certeza, um dos melhores restaurantes da cidade: Spettus Boa Viagem. A grande vantagem dele é, não apenas a alta qualidade das carnes de uma churrascaria nobre (como a Vento Haragano em São Paulo), mas também a grande variedade de frutos do mar: Polvo, Caviar, Lagosta, Camarão, etc.

Vinhos de escolha: Pinot Grigio Sachetto e Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon

Já falei no post da Zinfandel que meu vinho tinto preferido é a uva italiana Primitivo e, no caso dos vinhos brancos, a uva que mais me apetece é a Pinot Grigio (Pinot Gris na França). Ela recebe esse nome devido à sua característica acinzentada.

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Fonte: http://www.wine.net/

A escolha dessa uva dar-se-á pela excelente combinação com a Lagosta, o caviar e os camarões devido à sua característica de possuir alta acidez, ser um vinho “crocante” (crispy) e seco. Os vinhos dessa casta são altamente cítricos com toques de avelãs e mel. Delícia de bouquet.

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Fonte: https://faberpartner.de/
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Fonte: http://www.cheatsheet.com/

E a escolha do vinho será baseada na alta fidelidade em qualidade da bodega italiana sachetto.

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E para a harmonização com as carnes escolheremos um verdadeiro clássico o qual considero o melhor custo benefício dos vinhos da atualidade: a linha Marquês de Casa Concha Cabernet-Sauvignon. Já falamos nos três primeiros posts sobre a qualidade e a lenda da Bodega Concha y Toro com a sua linha Casillero del Diablo que é estupenda. Porém a linha Marquês de Casa Concha é bem superior e com uma diferença de preço relativamente pequena. Com R$125 compra-se um vinho que compete de igual para igual com os vinhos Franceses ou Italianos de R$300. Esse é realmente imperdível!

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Após a escolha dos vinhos, mostrarei como levá-los a um restaurante desse porte ou à casa de um amigo: usando uma bolsa de couro. O transporte também pode ser feito através de bolsas de neoprene mais baratas, mas uma maneira bem mais elegante é essa:

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Chegada ao restaurante e harmonizações

O spettus boa viagem fica localizado numa área muito nobre de Recife: a praia de Boa Viagem ( a Ipanema Recifense). Mais especificamente na Avenida Domingos Ferreira. O seu proprietário é Julião Konrad, um gaúcho que, certa vez ao passar por Recife, a adorou muito e decidiu abrir um negócio na cidade.

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Abaixo podemos ter uma visão da adega e do buffet da casa:

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No momento em que chegamos à casa fomos muito bem recepcionados pelo sommelier: Gérson. Grande detentor de conhecimento enófilo. De pronto ele elogiou muito minhas escolhas de vinho e me passou muitas dicas. Para a primeira harmonização temos um prato com lagostas, caviar de salmão, caviar de esturjão, polvo e camarão.

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Algo importante a frisar aqui é que se deve sempre beber água entre as degustações de forma a hidratar o estômago e obter o máximo de sabor.

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Uma segunda harmonização que combinou bastante com o pinot grigio foi um prato com queijo do reino, queijo parmesão, aspargos, champignon, milho, caviar de esturjão e lagosta ao molho de coco.

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Findo o primeiro vinho, prosseguimos com a segunda harmonização com o estupendo Marquês de Casa Concha:

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Combinou muito bem com o filet mignon, cupim, bife de ancho, paleta de cordeiro, a costela premium, etc.

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Paralelamente a esses fatos, conversei bastante com o Gérson e ele me deu muitas dicas de vinhos inclusive me mostrando um dos meus sonhos de consumo: o Don Melchor.

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Esse vinho na internet custa cerca de R$600, mas estava sendo vendido na casa por R$800. Futuramente farei um post especial sobre ele. Interpelei o Gérson sobre se esse vinho saía muito no estabelecimento. Ele me respondeu que sim e, inclusive na semana passada, o time do palmeiras tinha ido almoçar lá e tinha requerido 10 garrafas dele. Ele também me deu uma dica de um vinho chileno para comprar de olhos fechados: Montes Alpha Cabernet Sauvignon.

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Digestif

Após pensar que estava no céu e que nada podia melhorar, o maître da casa Thiago me deu uma sugestão que parecia inimaginável de sabor: um Baileys Irish Cream Frappe. O gosto do leite condensado não me permitiu tomar um só, tive de repetir a dose.

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Conclusão

O exemplo desse post mostra que não é possível ir à Recife sem aproveitar as maravilhas gastronômicas que a cidade oferece. E, dentro desse contexto, a churrascaria Spettus oferece um ápice de sabor e conhecimento para todos que passam por lá. Vimos também que é possível levar os próprios vinhos de sua escolha para um restaurante e combiná-los com as mais específicas delícias.

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