Paella com lagosta e vieira e duelo de Dom Pérignon versus Moët & Chandon

“Venham Depressa meus irmãos, estou provando estrelas!” Dom Pérignon

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Introdução

Amigos, hoje é um dia muito especial pois iremos provar um dos maiores ícones do mundo dos vinhos: o Dom Pérignon! Me arrisco a dizer que, talvez, não exista um outro vinho que represente tão bem a noção de opulência e chiquesse do que esse vinho. Estamos diante do representante máximo da noção de espumante! E para acompanhar esse colosso, iremos fazer uma receita à altura: uma paella com lagosta, lagostim, vieiras e muito mais. Allons-y mes amis!

Quem foi o Dom Pérignon?

Amigos, já tivemos aqui no blog um post contando uma breve história do champagne (link) e um falando do duelo entre um champagne e um espumante brasileiro (link). Então nesse aqui iremos falar um pouco apenas sobre esse ponto tão importante da história: o Dom Pérignon.

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Para que possamos entender um pouco porque essa bebida fez tanto sucesso é importante entendermos porque a França se tornou esse exemplo de chiquesse. Provavelmente o maior exemplo de esplendor da história tenha sido o do rei sol, o Luís XIV:

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Esse foi provavelmente o inventor da moda moderna. Usava 4 pares de roupas diferentes por dia e sua megalomania não possuía limites. Chegou a afirmar que o estado era ele mesmo (L’état c’est moi), exemplo máximo do absolutismo e grande defensor da cultura vinícola. Seu reinado de 72 anos (1643 – 1715) é considerado o maior do planeta. Em seu governo teve fim a Guerra dos trinta anos com a assinatura do tratado de Westfália em 1648 (considerado por muitos como o marco do surgimento dos estados modernos, pois inaugurou o moderno sistema Internacional, ao acatar consensualmente noções e princípios, como o de soberania estatal e o de estado-nação). Também foi em seu governo que se desenvolveu uma forma de mercantilismo bem diferente: o colbertismo.

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Jean-Baptiste Colbert foi um político francês que ficou conhecido como ministro de Estado e da economia do rei Luís XIV. Como ministro de Luís XIV, Colbert quis tornar a França a nação mais rica da Europa, e para isso implantou o mercantilismo industrial, incentivando a produção de manufaturas de luxo visando a exportação. A ideia não era apenas produzir em quantidade como Adam Smith pregou 100 anos depois, mas vender sofisticação!

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E foi nessa época que o vinho francês e, também, o de outros países como o tokaji húngaro (preferido de Luís XIV) ganhou prominência mundial e sofisticação. O próprio Luís XIV era grande fã do recém-descoberto Champagne!

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Pierre-Pérignon nasceu dentro desse contexto de exuberância e glória, porém decidiu dedicar-se à vida religiosa. Aos treze anos entrou para o colégio de jesuítas de Châlons e, em 1656, entrou para o mosteiro beneditino de Verdun onde, fiel às regras de São Bento, alternava trabalho manual, leitura e oração, adquirindo sólidos conhecimentos em filosofia e teologia. Em 1668, então com trinta anos, entra para a Abadia Saint-Pierre de Hautvillers. Até à sua morte em 1715, ele fica encarregado da adega e dos produtos da abadia.

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Como bom cristão e devotado a melhor servir ao convento e à igreja, Pérignon percebe que a melhor maneira de trazer glória e dinheiro para uso dela é através da cultura vinícola. Então ele passa a se dedicar de corpo e alma para produzir o melhor vinho possível. Com paciência e obstinação, o jovem monge tratou de recuperar a abadia, pois os depósitos, as adegas e as prensas estavam em ruínas. O seu objetivo: voltar a dar à abadia os meios que lhe faltam tanto e, enquanto isso, restaurar o brilho da pequena comunidade religiosa. Neste país de velha tradição vinícola, a exploração das vinhas e o comércio do vinho constituem, sem dúvida, o melhor produto de comércio.

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Várias técnicas modernas foram criadas por ele, como o assemblage (blend ou corte) de uvas. Foi ele quem primeiro testou fazer vinhos de várias uvas diferentes e de várias safras diferentes. Dedicou-se a viajar pela França para aprender novas técnicas de fabricação. Com Dom Pérignon, a enologia ascendeu à categoria de uma verdadeira ciência!

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E sua grande contribuição ainda estava por vir. À época, as garrafas eram tapadas com cavilhas de madeiras envoltas de estopa embebida de óleo. À procura de um método mais limpo e mais estético, Dom Pérignon teve a ideia de derreter cera de abelhas no gargalo das garrafas, que lhes assegura, assim, uma perfeita vedação. Ao fim de algumas semanas, a maior parte das garrafas explodiu, deixando o monge perplexo. Demorou algum tempo para compreender que o açúcar contido na cera de abelha tinha provocado, em contato com o vinho, uma segunda fermentação provocando uma brusca efervescência. Incapazes de oporem-se à pressão, as garrafas tinham voado das prateleiras. Foi essa feliz má sorte que permitiu a Dom Pérignon descobrir a fermentação em garrafa: “o método champanhês” ou, mais simplesmente o champanhe, acabava de nascer. Embora nada permitisse afirmar com certeza, o monge de Hautvillers teria inventado também a rolha de cortiça.

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Ao provar pela primeira vez a sua criação, Dom Pérignon falou a célebre frase: Venez mes frères, vite, je bois des étoiles! (Venham depressa meus irmãos, pois eu estou provando das estrelas!). A partir daí a lenda dos vinhos surge! Depois de alguns anos a marca e os direitos são comprados pela Moët & Chandon, que depois funde-se com a Henessy e, recentemente, funde-se também com a Louis Vuitton:

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A LVMH hoje é uma holding conhecida por ser a maior produtora de artigos de luxo do mundo! E é ela quem produz o champagne que iremos provar hoje:

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Ele é vendido numa caixa de papelão lindíssima em alto relevo.

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Dentro dela há um encarte falando sobre a safra de 2006:

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Receita de Paella

Precisamos de um prato à altura desse gigante meus amigos! Vou então fazer minha receita favorita: paella. Mas irei incrementá-la com alguns ingredientes de luxo: lagosta, polvo e coquille saint Jacques. O primeiro passo para fazer uma boa paella é fazer um bom caldo de peixe. Para isso usaremos os seguintes ingredientes:

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1 cabeça grande de peixe (robalo é uma boa opção), 3 dentes de alho, 2 tomates (gosto muito do italiano ou holandês), louro, 2 cenouras grandes ou 4 pequenas (a de rama é melhor), salsão, 1 bouquet garni (salsa, cebolinha e manjericão), cabeça de camarão, dez pimentas do reino brancas, sal e meia garrafa de vinho branco. Cubra tudo com água até a boca.

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Meia garrafa de vinho

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O segredo é cozinhar tudo no fogo baixo por aproximadamente 2 horas e meia até o caldo ter retirado todo o sabor dos ingredientes. Enquanto isso precisamos preparar o polvo que iremos utilizar na paella:

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Basta 1 polvo inteiro, duas cebolas, louro, azeite, pimenta e sal. Muito importante: não se deve adicionar água! Ele deve ser cozinhado no seu próprio suco por apenas 15 minutos na pressão!

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É bem triste ver como ele encolhe depois disso!

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Façamos agora o mis-en-place da paella:

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1 pimentão vermelho e 1 pimentão amarelo bem picados

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Use o tomate da sua preferência, o que eu mais gosto é o cocktail!

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Tempere os frutos do mar com limão, sal e pimenta do reino branca e deixo-os apurar o gosto. Aqui estamos usando fora 1 polvo inteiro, 1 quilo de mexilhões, 300g de vieiras, 1kg de lula e 1kg de camarão rosa do grande. Após algumas horas, o caldo de peixe estará pronto. É só coar e colocá-lo numa panela.

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Após o mis-em-place pronto iremos começar a fazer nossa paella. Usando uma paellera (a minha é antiaderente e tem 45cm de diâmetro), coloquemos azeite:

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Alho

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Tomates cortados em pedaços bem pequenos:

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Depois acrescentamos os pimentões:

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Adicionamos 1 colher de páprica (aqui eu estou usando a doce, mas pode ser a picante também):

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E depois de refogados os legumes, acrescentamos os frutos do mar:

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Refogamo-los bem e acrescentamos 1 colher de sal e um pouco de pimenta do reino branca:

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Aqui vai um dos segredos do prato: o tipo de arroz utilizado. Aqui usaremos o arroz bomba espanhol que é próprio para o prato:

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Um dos segredos para não errar na quantidade é encher a panela fazendo um formato de cruz. No nosso caso deu exatamente 1 saco de 1kg:

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Agora vem 300 ml de vinho branco:

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Açafrão a gosto

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Depois iremos refogar até secar um pouco (cerca de 10 a 15 minutos). Depois disso iremos utilizar nosso caldo preparado anteriormente:

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Iremos agora refogar tudo por cerca de 20 minutos ou até reduzir o caldo. Após esse tempo estaremos prontos para colocarmos a lagosta, o lagostim, o camarão gigante e a ervilha torta para terminarmos a preparação do prato.

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Agora precisamos tampar a paellera até o fim da preparação (cerca de 20 minutos)

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Vamos agora montar a mesa

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Vamos fazer nossa degustação comparando-o com o Moët & Chandon (que custa 4 vezes menos) para termos uma percepção da diferença entre os dois.

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Será que teremos o mesmo resultado da degustação Marquês de Casa Concha versus Don Melchor (link)?

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Amigos, acho que esse foi o prato mais gostoso que fiz na vida, acho que estou no céu! Já o resultado entre o duelo foi surpreendente: na minha opinião o Dom perdeu feio para o Moet. Achava que o Dom teria uma complexidade aromática maior por evoluir mais tempo, mas para espanto meu isso não aconteceu. Inclusive pegamos o le nez du vin (link) e percebemos que o moet possui aromas trufados e de pão tostado com brioche que o Dom não apresenta.

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Conclusão

Mais uma vez chegamos à conclusão: vinho mais caro nem sempre é melhor! Melhor ainda é perceber que os espumantes brasileiros de 60 ou 80 reais são até próximos em qualidade (link). Ou seja, se quiser beber um bom champagne, não gaste R$1500, gaste R$80 que a qualidade é quase a mesma! Até mais meus amigos.

Conheça todos os posts do blog através desse link

Resumo dos posts divididos por seções

 “Dinheiro não compra felicidade, mas compra vinho, que é quase a mesma coisa!” (Anônimo)

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Introdução

Olá amigos, já tivemos vários posts desde o início do nosso blog e esse post tem o objetivo de ser um resumo sucinto e objetivo de cada um deles de forma que, se você perdeu algum conteúdo e/ou deseja revisitá-lo, ele possa ajudá-lo.

Tópicos para Iniciantes

1- Desbravando o mundo do vinho (link para o post)

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O primeiro post do nosso blog foi uma visão geral sobre o que é o mundo dos vinhos e como um leigo pode começar a desbravar essa aventura. Há dicas de nomenclaturas, taças, adegas, etc. Nesse post temos uma dica de como escolher o primeiro vinho e harmonização.

2- Como degustar um vinho (link para o post)

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O segundo post é sobre como um vinho deve ser degustado e sobre as três fases da degustação: o olhar, o nariz e a boca do vinho.

5- História e tipos de copos ou “taças” de vinho (link para o post)

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O quinto post é um estudo sobre a história das taças de vinho e os tipos de taças específicas para cada tipo de vinho.

10- Como um vinho é feito? (link para o post)

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No décimo post do nosso blog há uma explicação completa sobre como um vinho é feito desde o plantio até a garrafa. Termos como terroir, assemblage, reservado, reserva, gran reserva, etc são explanados nesse post.

37- Evento enogastronomico e minicurso de vinhos (link para o post)

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Evento contendo um curso com uma degustação completa desde o hors d’oeuvre até a dessert. Um dos posts mais completos do blog. Vale a pena conferir!!

40- Evento de comemoração Le Grand Chef (link para o post)

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Evento comemorativo de 1 ano de blog. Participação de chefs famosos com ex-participantes do masterchef.

43-Harmonizando vinhos com feijoada (link para o post)

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Esse é um post único sobre como harmonizar feijoada com vinhos e/ou espumantes. Temos também um review de 3 grandes vinhos.

45-Harmonizando Bobó de Camarão e Moqueca com Vinhos (link para o post)

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Esse é um post único sobre como harmonizar bobó de camarão e moqueca com vinhos. Falamos sobre um grande chardonnay brasileiro, um grande sauvignon blanc neozeolandês, um viognier e vários rosés.

50-Tucupi e harmonização de comida paraense com vinhos (link para o post)

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Breve resumo da culinária paraense explicando como o tucupi é feito e sobre como harmonizar vinhos com essa culinária tão rica!

54-Vinícola Góes em São Roque, Quinta do Olivardo e o maravilhoso Philosofia (link para o post)

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Primeira visita a uma vinícola do blog com review de quase todos os vinhos famosos da Góes / Casa Venturini. Review do clássico philosofia junto com o magnífico restaurante português Quinta do Olivardo. Alheira, leitão à bairrada e pastelzinho de Belém.

64- Le nez du vin, bardega e mix de clássicos (link para o post)

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Post sobre como aprender sobre vinhos com dicas de livros, curso de aromas (le nez du vin) e sobre onde degustar clássicos. Falamos sobre o supertoscano (bolgheri – o quarto B da Itália), o top da Catena Zapata, Châteauneuf du Pape, vinhos do país basco, pêra manca, chablis, vinho laranja e dois grandes clássicos de bordeaux: um do pomerol e um do médoc.

Tópicos específicos por país/uvas/harmonizações

Quem acompanha o blog desde o começo sabe que ele está todo escrito na perspectiva país/uvas/harmonizações. Falamos sobre como obter o máximo de cada país usando um vinho como exemplo e um prato para harmonização.

Chile/Cabernet-Sauvignon

3- Degustando uma lenda: Casillero del Diablo (Cabernet Sauvignon) (link para o post)

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Primeira degustação do nosso blog! Escolhemos o vinho Casillero del Diablo Cabernet-Sauvignon como escolha para nossa entrada no mundo dos vinhos. A escolha da harmonização foi com Filet Mignon ao Molho Madeira. No post há um passo a passo completo sobre como uma degustação deve ser feita e a história da lenda do casillero del diabo.

25- Don Melchor, o melhor vinho chileno e a churrascaria Vento Haragano (link para o post)

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Degustação do melhor Cabernet-Sauvignon do Chile e, possivelmente, do mundo: Don Melchor numa churrascaria top de São Paulo: Vento Haragano.

Argentina/Malbec

4- Malbec, Churrasco, Shangri-la e afins (link para o post)

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No nosso quarto post explicamos porque a Malbec da Argentina é a uva mais perfeita para ser usada num churrasco, falamos sobre a história da Malbec e dos vinhos da Argentina e degustamos três vinhos:

1-Ampakama malbec 2015

2-Fuego Negro malbec 2015

3-Nieto Senetiner malbec 2013

13- Hambúrguer Gourmet: harmonização com cervejas e vinhos (link para o post)

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Nesse post mostramos vários exemplos de como combinar o hambúrguer gourmet com cervejas e vinhos específicos e, principalmente, com a uva malbec da Argentina. Há também a história do hambúrguer.

48-Duelo de Malbec Francês-Argentino, Fuller’s Vintage Ale e Receita de Hambúrguer Artesanal (link para o post)

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Receita de hambúrguer artesanal, duelo entre um malbec francês e um argentino e uma cerveja lendária.

60-Degustando vinhos em Buenos Aires e em Montevideo junto com o lendário bife de chorizo angus (link para o post)

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Post sobre Buenos Aires e Montevideo falando sobre como harmonizar o famoso bife de chorizo com o malbec da Argentina e o Tannat do Uruguai.

Estados Unidos/Zinfandel/White Zinfandel

6- Zinfandel, Primitivo e Costelinha do Outback (link para o post)

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No sexto post falamos sobre os vinhos dos Estados Unidos e a história da viticultura do país citando nomes como Robert Mondavi e o Julgamento de Paris. Mostramos como preparar uma costelinha do estilo Outback e como harmonizá-la com a uva mais famosa do país: a Zinfandel.

12- White Zinfandel, Vinho Rosé e Salmão ao Molho de Alcaparras (link para o post)

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No décimo segundo post o assunto é o vinho mais consumido dos Estados Unidos: White Zinfandel. Preparamos também uma receita de salmão ao molho de alcaparras como harmonização.

Uruguai/Tannat

7- Tannat, Uruguai e Parrilla (link para o post)

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O sétimo post foi sobre o Uruguai e sobre a produção do melhor tannat do mundo. Degustamos um dos vinhos dessa uva eleito como um dos melhores do mundo: Rio de Los Pájaros Tannat 2013. A harmonização foi com Parrilla.

Chile/Chardonnay

8- Chardonnay, Camarão na Moranga e Cepas brancas (link para o post)

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No oitavo post falamos sobre a uva branca mais famosa do mundo: a Chardonnay. Ensinamos também como fazer uma receita nordestina deliciosa de camarão na moranga.

33- Harmonizando frango assado com vinhos brancos e rosés (link para o post)

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Nesse post mostramos como harmonizar frango na brasa com vinhos brancos ou rosés. Há vinhos do chile (chardonnay), rosés franceses, argentinos, áfrica do sul, etc.

Chile/Carmenère

9- Carmenère, Frango Assado e Estrela Chilena (link para o post)

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O nono post foi sobre a uva que é estrela no Chile: a Carmenère. Ensinamos também como harmonizá-la com um frango de padaria.

Brasil/Bento Gonçalves

11- Merlot, Bento Gonçalves e Pizza Gourmet (link para o post)

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Nosso primeiro post sobre os vinhos brasileiros e nossa excelente merlot. Tivemos uma degustação do famoso Salton Desejo Merlot 2008 junto com uma explicação sobre os vinhos Merlot e ensinamos como fazer uma pizza gourmet.

49-O pão líquido, hidromel e receita de pizza com harmonização (link para o post)

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Aperfeiçoamento da primeira receita de pizza, o pão líquido, hidromel, beaujolais villages e o valpolicella.

Champagnes/Espumantes

14- Champagne, Lagostim, Agulhinha Frita com Prosecco e Espumantes Nacionais (link para o post)

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No décimo quarto post falamos tudo sobre champagnes, espumantes, proseccos, etc. Tem história, processo de fabricação e harmonização com cauda de lagostim e filet de agulhinha frita.

17- Peru de Natal, Ceia com Pinot Noir e Espumantes Nacionais (link para o post)

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Nesse post demos exemplos de vários espumantes do nordeste de bom custo benefício para usarmos na nossa ceia natalina. Há também um delicioso Pinot Noir Chileno: Ventisquero.

18- Spritzer, Peru, Pernil e Salmão com Espumantes Nacionais e a lendária cachaça: Anísio Santiago (link para o post)

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Esse post foi sobre como fazer uma ceia natalina ou de réveillon com bons espumantes nacionais da região de Bento Gonçalves como o Salton. Ensinamos também como fazer uma bebida com vinho interessante para o verão: Spritzer. Falamos sobre as Aguardentes vínicas e a lendária cachaça Anísio Santiago.

47-Natal, Réveillon, o Quinto Melhor Vinho do Mundo e Duelo de Champagne Francês versus Espumante Brasileiro (link para o post)

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Mais um post sobre ceia de Natal e Ano Novo com dicas de harmonizações. Falamos sobre dois dos melhores vinhos Brasileiros: o Salton Talento e o Salton Desejo e também sobre o quinto melhor vinho do mundo: espumante moscatel Casa Perini. Ao fim do Post temos o aguardado duelo entre champagne francês e espumante brasileiro.

66-Paella com lagosta e vieira e duelo de Dom Pérignon versus Moët & Chandon (link para o post)

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Amigos, esse post é a continuação do post de número 47. Nele vamos descobrir se há uma diferença grande entre um vinho de R$300 ou um vinho de R$1500. Há também a história do champagne e do Dom Pérignon.

Itália/Pinot Grigio

15- Lagosta, Caviar e Churrasco com Pinot Grigio e Marquês de Casa Concha (link para o post)

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Esse post foi sobre como ir a um restaurante que serve frutos do mar e churrasco ao mesmo tempo. Harmonizamos lagosta, caviar e outros frutos do mar com um italiano da bodega Sachetto com a uva Pinot Grigio e o churrasco com o maravilhoso chileno Marquês de Casa Concha Cabernet-Sauvignon.

Nova Zelândia/Sauvignon Blanc

16- Ostra Crua, Guaiamum com Polvo e Sinfonia Marítima com Sauvignon-Blanc Neo-Zeolandês (link para o post)

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Nesse post falamos sobre os melhores vinhos produzido com a uva Sauvignon-Blanc do mundo: os da Nova Zelândia. Harmonizamos um produzido por Peter Yealands com uma sinfonia marítima, ostras e guaiamum.

França/Borgonha/Pinot Noir

19- Foie Gras, Escargot, Coq au Vin e Pinot Noir da Borgonha (link para o post)

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Esse foi o primeiro post que começamos a falar sobre os vinhos e culinária da França. Degustamos um bom Pinot Noir da Borgonha com um Foie Gras, Coq au Vin e Escargots.

França/Languedoc-Roussillon/Pinot Noir

58-Espetinho do Tião com vinhos, languedoc-Roussillon e degustação de cervejas belgas (link para o post)

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Post dedicado à harmonização de espetinhos com vinhos, Languedoc-Roussillon e degustação de cervejas belgas.

34- Coq au vin, queijos e vinhos franceses, chartreuse e degustações de pinot noir (link para o post)

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Nesse post temos um passo a passo completo da receita de um coq au vin, harmonização com queijos franceses, degustações múltiplas de Pinot Noir da Argentina, Chile, EUA e Borgonha (França). Temos também licores franceses e a famosa Tarte Tatin com sua história.

Israel/França

44- Vinhos de Israel, culinária francesa e receita de steak tartare (link para o post)

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Continuação do post sobre a culinária francesa, falando sobre o magret de canard, o cassoulet, o steak tartare, o Foie Gras em Escalope e três clássicas sobremesas francesas: o crème brûlée, a tarte de mille feuille e a torta opera. Ao fim do post temos também uma receita de steak tartare.

Brasil/Vale do São Francisco/Bulgária

20- Vale do São Francisco, Bulgária, Alentejo e o Melhor Uísque do Mundo (link para o post)

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Esse post é uma compilação da degustação de vários vinhos e do melhor uísque do mundo: o Macallan. Há uma breve história sobre vinhos no sertão nordestino e sobre os vinhos da Bulgária.

França/Hermitage/Syraz

21- Boeuf Bourguignon, a melhor cerveja do mundo e a lenda do vinho Hermitage (link para o post)

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No nosso segundo post com o intuito de desbravarmos a França falamos sobre os melhores Syraz do mundo (Crozes-Hermitage), a melhor cerveja do mundo (Westvleteren 12) e ensinamos como fazer um Boeuf-Bourguignon.

Portugal/Douro/Alentejo/Porto

22- Paleta de cordeiro com batatas aos murros, vinhos do douro e pinot noir californiano com queijo Serra da Estrela (link para o post)

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Primeiro post do nosso blog a adentrarmos no mundo Português. Excelentes vinhos do Douro e do Porto. Exemplar máximo de referência para queijos portugueses.

24- Pato alentejano assado com batatas aos murros, arroz de pato e bacalhau à moda nona com vinhos portugueses e a Cannonau di Sardegna (link para o post)

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Segundo post sobre Portugal e seus vinhos. Esse post completa o post 22. Tudo o que você precisa saber sobre Portugal, seus vinhos e sua culinária encontram-se nesses dois posts.

Espanha/Albariño/Vale do São Francisco/Portugal

23- Paella de Frutos do Mar com Albariño, Sauvignon Blanc Gran Reserva, Castello D’Alba Vinhas Velhas e Paralelo 8 (link para o post)

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Post maravilhoso e recheado de degustações lendárias como o Castello D’Alba Vinhas Velhas do Douro e o Paralelo 8 do Vale do São Francisco. Ensinamos também como fazer uma paella de frutos do mar e harmonizá-la com a maravilhosa uva Albariño.

Alemanha/Argentina/Espanha/Paella

39-Paellas Pepe, Gewürztraminer Alemão, Torrontés Argentino, Cava Espanhola e show de Flamenco (link para o post)

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Mais um post sobre Paella, dessa vez fazendo o review do restaurante célebre Paellas Pepe junto com a degustação de uma cava Espanhola, um Gewürztraminer Alemão e um Torrontés Argentino.

Brasil/Minas Gerais

26- Culinária Mineira com a melhor cachaça do mundo e com uma boa cerveja e vinho mineiros (link para o post)

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Post totalmente dedicado à culinária, vinhos e cervejas de Minas Gerais. Há a degustação da melhor cachaça do mundo (Vale Verde 12 anos) e a visita à melhor cervejaria do Brasil: a Wäls.

Chile/França

27- Coquilles-saint-jacques, estrela francesa e um bom vinho chileno (link para o post)

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Post sobre um ícone da culinária Francesa: o Coquilles-saint-jacques harmonizado com um Chardonnay Chileno.

Líbano/África do Sul/Comida Árabe

28- Vinhos do Líbano, Comida árabe e o pinotage da África do Sul (link para o post)

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Post dedicado inteiramente à culinária árabe com vinhos do Líbano Brancos e Tintos e o famoso Pinotage da África do Sul. Inclui também degustações de vinhos do mediterrâneo e outras bebidas.

Cervejas Champenoises

29- Camarão à Húngara, cerveja Deus e a champenoise brasileira Wäls (link para o post)

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Degustamos a lendária cerveja Deus junto com uma champenoise brasileira: a Wäls. Aprenda também como fazer um Camarão à Húngara.

Alemanha/Alsácia/Riesling

30- Culinária alemã: Eisbein à pururuca com a melhor uva branca do mundo (Riesling da Alsácia) (link para o post)

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Esse post foi sobre a culinária Alemã junto com a uva mais famosa da Alemanha e eleita como a melhor branca do mundo: a Riesling.

51- Pisco, Riesling Alemão, Leitão à Pururuca com feijão tropeiro e harmonização com vinhos (link para o post)

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Pisco, receita de Leitão à pururuca e pernil de porco. Harmonização com Riesling Alemão e Carmenère Chileno. Receita de pão com azeitonas.

Austrália/Chile/Shiraz/EUA/Pinot Noir/África do Sul/Cabernet Sauvignon 

32-Fettuccine verde ao molho pomodoro, frango na cerveja e duelo de shiraz australiano com chileno (link para o post)

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Post sobre o duelo entre um shiraz australiano e um chileno. Características gerais da shiraz, pinot noir americano e um cabernet sauvignon da áfrica do sul.

Chile/ França/Bordeaux

35-Teste cego de Bordeaux Chileno Versus Grand Vin de Bordeaux (link para o post)

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Post sobre o duelo entre um bordeaux chileno e um francês. Características gerais de um teste cego com história e resultado do embate com um Gigot D’agneau.

Espanha/Tempranillo/Argentina/Malbec/Portugal/Douro

36-Tempranillo Espanhol, Malbec Argentino, Churrasco e afins (link para o post)

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Post com ênfase na uva tinta espanhola mais famosa: a tempranillo. Também possui vários assuntos como alguns vinhos malbec da Argentina harmonizando com churrasco, um do douro, alguns uísques e várias opções de vinhos na faixa de R$ 30.

Itália/Barbera/Primeiro B da Itália

38-Primeiro B da Itália e a Mezzaluna à Mama di Lucca (link para o post)

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Primeiro post da série os 5 Bs da Itália. Falamos sobre a uva Barbera e como harmonizá-la no restaurante que é um ponto turístico do São Paulo: a Famiglia Mancini. Prato: Mezzaluna à Mama di Lucca.

Itália/Barolo/Segundo B da Itália

41-Segundo B da Itália, Prosecco, Barolo, Bordeaux, Icewine e Evento Italiano (link para o post)

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Segundo post da série os 5 Bs da Itália. Nele abordaremos o Barolo, o Prosecco, o Icewine, alguns Grand Vin de Bordeaux, vinhos espanhóis, chilenos e portugueses. Temos também uma comparação de tanicidade entre o Barolo e o Pinot Noir.

Itália/Brunello di Montalcino/Terceiro B da Itália

52-Terceiro B da Itália, Brunello di Montalcino e a Casa do Porco (link para o post)

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Post sobre o Brunello di Montalcino e sobre a Casa do Porco do chef Jefferson Rueda

55-Rosso di Montalcino, o pequeno brunello, vinho da sicília, foie gras e o maravilhoso presunto serrano pata negra (link para o post)

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Post continuação do brunello dessa vez falando sobre sua versão mais simples: o Rosso di Montalcino. Temos também grandes vinhos chilenos, um vinho siciliano estupendo, foie gras e o estupendo presunto serrano pata negra!

Itália/Primitivo

42-Primitivo di Manduria, o melhor vinho do mundo e um delicioso polpettone com mix de cervejas (link para o post)

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Post sobre meu vinho tinto preferido (primitivo di mandúria) e sua perfeita harmonização com o polpettone e linguine fresco. Falamos também sobre o lámen, a cervejaria nacional e uma boa opção de vinho brasileiro barato.

Itália/Primitivo/Negroamaro/Nero di Troia

61-Puglia, Orecchiette ao sugo, a Ilíada e o lendário Nero di Troia (link para o post)

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Post com temática da região da puglia, com primitivo, negroamaro e a lendária nero di troia. Temos também a orecchiette ao sugo e a bracciola.

Grécia/Agiogirtiko

46-Lambrusco, Vinho Grego e Gigot D’Agneau com Batatas Rústicas ao Aiöli (link para o post)

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Post sobre os vinhos da Grécia com uma breve explicação sobre a história do vinho. Falamos também sobre o lambrusco e temos também uma receita de Gigot D’Agneau na churrasqueira junto com batatas rústicas ao Aiöli.

Áustria/Grüner-Veltliner/Hungria/Córsega/Brunello di Montalcino

53-Áustria, Hungria, Brunello di Montalcino com Pinot Noir da Córsega e Risoto de Manga com Camarão e Paillard de Mignon (link para o post)

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Post sobre os vinhos da Áustria, Hungria, Córsega e o famoso brunello di montalcino. Palmito pupunha na brasa com pesto, risoto de camarão com manga e paillard de mignon com limão.

Ucrânia/Rússia

56-Culinária Russa (Draniki, Pelmeni, Borscht e Torta Napoleão) com vinho da Ucrânia e outras harmonizações (link para o post)

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Post sobre a culinária russa e harmonizações. Temos Draniki, Pelmeni, Borscht e Torta Napoleão. Temos também um grande vinho da Ucrânia.

Croácia/Argentina

57-Croácia, Rede de Pescador e o lendário Catena Zapata (link para o post)

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Post sobre a croácia e seus grandes vinhos. Falaremos também sobre o restaurante coco bambu e seu famoso prato rede de pescador e finalizaremos com chave de ouro falando sobre a o melhor malbec do mundo e a churrascaria Fogo de Chão.

Inglaterra

59-Fish and Chips, Chardonnay Americano e Duelo de Espumantes (link para o post)

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Post especial sobre a culinária inglesa e seu prato mais famoso: o fish and chips incluindo um review de um lugar que produz esse prato em São Paulo e uma receita completa do Gordon Ramsay. Temos um duelo de espumantes e um review sobre a taça gota. Finalmente temos um review de um chardonnay americano.

Japão

62-Saquê, culinária japonesa e harmonização com espumantes (link para o post)

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Post sobre a culinária japonesa com o sake e seus variados tipos. Temos também a harmonização com espumantes.

Geórgia/França

63-Geórgia, l’entrecôte, sauternes e receita de brioche (link para o post)

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Post sobre o país berço da cultura vinícola. Breve histórico da cultura do vinho, análise dos dois bistrôs: L’entrecôte d’Olivier e L’entrecôte de Paris e, finalmente, uma receita de brioche.

Romênia

65-Romênia, a História do Drácula e do Apocalipse Zumbi, Calvados e degustação misteriosa com Angus (link para o post)

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Amigos, esse post é sobre a Romênia e sobre a história do Drácula e do apocalipse zumbi. Temos a análise de duas grandes churrascarias de São Paulo: a Barbacoa e a NB steak, falamos sobre o calvados, o alma negra mistério e o Casa Valduga Villa-Lobos.

Champagne, Lagostim, Agulhinha Frita com Prosecco e Espumantes Nacionais

“O vinho é o mais notável de todos os remédios; onde falta o vinho, os remédios se fazem necessários”(Livros do Talmud (500-400 a.C.))

 

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Fonte: http://www.estadosecapitaisdobrasil.com/

Introdução

Amigos, hoje estamos no nordeste do Brasil (especificamente na bela cidade histórica de Recife) e vamos aproveitar para provarmos o que a região tem de melhor: frutos do mar. Também, como estamos nos aproximando das festas de fim de ano, senti a necessidade de falar sobre o que o Brasil possui de melhor no contexto dos vinhos: os espumantes.

Champagne, Espumante ou Prosecco?

Antes de falarmos qualquer coisa, é necessário entendermos que existe uma diferença entre champanhes e espumantes. O nome Champagne é uma AOC (appellation d’origine contrôlée ou denominação de origem controlada), o que significa dizer que todos os vinhos com esse nome são obrigatoriamente produzidos na região epônima (Na França não existem estados como o Brasil, mas ela está dividida em regiões conhecidas como departamentos. Logo, Champagne seria mais ou menos um estado da França cuja capital é Épernay). Nenhum outro espumante feito fora da região de champanhe pode receber esse título.

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Outra coisa muito importante é que só pode ser considerado Champagne aquele que é feito com as uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay.

O Prosecco é aquele que é feito exclusivamente com as uvas Prosecco Italianas.

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Uvas Prosecco

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Fonte: http://domgio.com/

O champagne é um vinho?

Sim. Já temos no blog um post sobre como um vinho é feito e vou apenas acrescentar alguns passos diferentes na produção do champanhe. Segue-se o fluxograma ilustrativo:

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Fonte:http://fatcork.com/

De forma bem simplificada, o processo de fabricação é o que se segue:

  • Após as uvas (pinot noir, pinot meunier e chardonnay) serem colhidas e separadas elas são prensadas e só o suco delas é posto para fermentar individualmente.
  • Após a primeira fermentação, o vinho é engarrafado com o blend das três uvas mais a adição de açúcar, fermento e vinhos de safras mais antigas e posto para fermentar uma segunda vez dentro da garrafa.
  • Durante essa segunda fermentação (algo que pode durar entre 15 meses a mais de 15 anos), o champagne sofre um processo conhecido como Remuage, em que todos os dias ele é “girado” de forma aos detritos se acumularem no fundo da garrafa.
  • Após a etapa de envelhecimento, o sedimento que se acumulou é removido, é acrescentado uma pequena dose de liqueur d’expedition (vinho açucarado) para contrabalancear a acidez e o vinho é arrolhado.

Porque o champagne é sinônimo de comemoração e alegria?

O hábito do champagne ser tido como sinônimo de comemoração por grandes conquistas é devido, primeiramente, ao fato de que em Reims, cidade mais importante de Champagne, foram coroados quase todos os grandes reis da França. A coroação acontecia na catedral de Notre-Dame de Reims, construída em 1225, e nas comemorações era servido champanhe. Por este motivo, ficou conhecido como o vinho dos reis e rainhas.

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Breve história do Champagne

O grande pai dessa “bebida da alegria e do sucesso” foi  Pierre Perignón, mais conhecido pelo seu epíteto de Dom Pérignon. Ele foi um monge beneditino da Abadia de Hautvillers que, em 1670, foi o responsável pela “revolução” na produção do champanhe.

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A Dom Pérignon deve-se a descoberta dos cinco principais elementos que em muito contribuíram para o champanhe tal como ele é hoje:

1-A mistura de diferentes vinhos da região (o blend), conseguindo que o produto fique mais harmonioso.

2-A separação e prensagem em separado das uvas que predominam em Champagne, obtendo assim um cristalino sumo de uva.

3-O uso de garrafas de vidro mais espessas para melhor permitirem a pressão da segunda fermentação em garrafa.

4-O uso da rolha de cortiça, vinda de Espanha.

5-A escavação de profundas adegas, hoje galerias com vários quilômetros de extensão e usadas por todos os produtores, para permitir o repouso e envelhecimento do champanhe a uma temperatura constante.

Até hoje o champagne Dom Perignón encontra-se como exemplo de riqueza e finesse. Aqui no Brasil a garrafa mais barata de um Dom Perignón custa em Média R$1000. Há exemplares que chegam a custar R$20000.

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Harmonização

O champagne é um vinho clássico conhecido por harmonizar muito bem com frutos do mar. É um vinho que combina muito bem com regiões quentes como o Brasil. Como estamos no nordeste hoje iremos escolher como harmonização um filé de agulhinha frita (verdadeiro requinte da culinária nordestina) e lagostim.

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Vinhos de escolha

Nós já desmistificamos aqui a idéia de que o Brasil não produz vinhos de boa qualidade, porém não falamos sobre o que ele possui de melhor: seus espumantes. Estudiosos falam que, em no máximo 20 anos, os espumantes brasileiros só não serão melhores em qualidades do que os franceses. Hoje na França é possível comprar espumantes brasileiros em qualquer grande casa de vinhos. Então, nas festas de fim de ano, se você não tem dinheiro para comprar um champagne (custa em média R$300 a R$400 reais no Brasil), escolha um Brasileiro que não fará feio de modo algum. Hoje escolheremos um exemplo de grande espumante gaúcho (de Bento Gonçalves) e um grande espumante nordestino (do vale do São Francisco). Mas o Brasil possui dezenas de outros com altíssima qualidade: Salton, Casa Valduga, Peterlongo, etc.

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Conclusão

Maravilha essa combinação. Ficou muito bom essas comidas feitas pelo meu pai. Nessas festas de fim de ano escolha Espumantes Nacionais e não irá se arrepender.

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